Lembra-te que morrerás
No triunfo romano, a coroa de louros do vencedor vinha acompanhada de um aviso: tudo isso passa. A glória deste mundo dura pouco; a alma é para sempre.

Lembra-te que morrerás
A vida passa muito rápido, e nunca nos é dado saber qual será o nosso último dia. Os santos viviam com a lembrança frequente da morte para que o pecado não os vencesse. É isso que estes terços querem recordar a cada dezena.
“Em todas as tuas obras, lembra-te dos teus novíssimos, e jamais pecarás.”Eclesiástico 7, 40
Na Roma Antiga, atrás do general vitorioso, no desfile triunfal, vinha um escravo sussurrando: memento mori, lembra-te que morrerás. No meio da glória, o aviso de que tudo isso passa e a morte é certa.
Pode parecer mórbido, mas não é. A lembrança da morte é um remédio contra as tentações e o pecado, e nos ensina a viver com os olhos voltados para Deus, temendo antes o pecado do que a própria morte.
No triunfo romano, a coroa de louros do vencedor vinha acompanhada de um aviso: tudo isso passa. A glória deste mundo dura pouco; a alma é para sempre.
Santa Maria Madalena, São Francisco de Assis e São Geraldo Majella eram pintados segurando crânios, pois em vida contemplavam a morte. Monges cartuxos e franciscanos levavam uma caveira consigo para não esquecer o fim último.
Morte, juízo, purgatório, céu e inferno. Muitos santos se retiravam ao deserto para contemplá-los, e o Dies Iræ, cantado na Missa pelos Fiéis Defuntos, nos leva à mesma meditação.
“Os que mais se lembram da morte são os que melhor vivem.”Santo Afonso Maria de Ligório